quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

O PARAÍSO E O INFERNO

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UMA AMIGA minha que tem muita graça e que é naturalmente muito divertida na sua forma saudável de gozar a vida fez questão de me explicar, com clareza, e segundo a sua própria experiência pessoal, a diferença entre céu e inferno. Não há engano possível e não ofende nenhum conceito que possa ter sido aprendido em diferentes catequeses. E põe-nos a sorrir e deixa-nos a abanar a cabeça em concordância com aquilo que ela sugere. Ora queiram fazer o obséquio de ler:

“O Paraíso é aquele lugar onde o humor é britânico, os cozinheiros são franceses, os mecânicos são alemães, os amantes são portugueses e tudo é organizado pelos suíços; o Inferno é aquele lugar onde o humor é alemão, os cozinheiros são britânicos, os mecânicos são franceses, os amantes são suíços e tudo é organizado pelos Portugueses.”

Todos nós, duma maneira ou de outra, tivemos estas diferentes experiências e concordamos com a minha amiga que as expõe no seu conjunto, enaltecendo qualidades, num caso, ou denunciando fraquezas e apontando imperfeições, no outro.

A verdade é que algumas destas especialidades nos tocaram por obra e graça do destino, nunca por escolha pessoal, talvez exceptuando amantes e cozinheiros, onde fazemos questão de exercer o nosso direito de escolha, de molde a tirarmos o maior proveito e conhecermos o maior prazer.

Quiçá os japoneses tenham disputado aos alemães a sua excelência na mecânica, e também a sua culinária, com as tempuras e suchis, compita hoje com a cozinha dos franceses, mas diz-nos a experiência e mostra-nos a vida que ainda vale a pena acreditarmos na “deutsche technology”, quando trocamos de carro, ou que é sempre bom perder-nos nas delícias elaboradas dum gostoso “coq au vin” do mais simples dos “bistrots”.

No capítulo de amantes não é bem assim, pois foi moda nos tempos da minha juventude coleccionarmos experiências internacionalistas, com um afã tão desenfreado em certos casos que mais parecia a fase final dum campeonato do mundo de futebol, com as suas fases de grupos e eliminatórias. Para tal muito contribuíram o turismo interno e externo nas férias de Verão e foram uma ajuda decisiva os campos de férias da apanha do tomate ou os acampamentos internacionais das organizações juvenis onde os nossos pais acreditavam que estávamos a aprender línguas, entre outras disciplinas. Ainda bem que assim foi nesse período, pois logo Deus Nosso Senhor nos castigaria com a maldição da sida, tirando aos jovens de então, e aos infelizes de hoje, esse prazer natural, competitivo e muitas vezes inesperado e intercultural, sem terem de vestir um “capot anglais” como hoje a saúde pública e o bom senso recomendam que se faça.
Desde então que se passou a diminuir as internacionalizações, abandonando os jovens aquele prazer de coleccionar nacionalidades experimentadas. Imagino que hoje, e com as devidas cautelas, o programa Erasmus dê o seu válido contributo para a miscigenação entre os tristes jovens europeus actuais, para que estes não se preocupem unicamente com o desemprego e com a progressão nas respectivas carreiras, para além do futuro da Europa comunitária e da sua orgulhosa moeda, o Euro.

Enfim, respondi à minha amiga concordando com ela no que podia e sabia e prometendo-lhe que tenciono experimentar algumas modalidades a que ela se refere. Façam os meus respeitáveis leitores o favor de também se sentirem livres para executarem as suas experiências, dando-nos posterior conta da sua concordância ou discordância com as opiniões que, com tanta graça, aqui ficam expressas por esta minha amiga!
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(Por sua decisão pessoal o autor deste texto não escreve segundo o novo acordo ortográfico.)
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«Mais Alentejo» de Janeiro de 2012

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Método

A MELHOR aluna do nosso ensino secundário teve média de 20, não trabalhou nunca com computadores nem máquinas de calcular, decorou a tabuada e poemas da língua portuguesa e diz que a sua rotina era estudar a tempo inteiro.”Entreguei-me aos livros de corpo e alma e tive de abdicar de algumas coisas mas não estou arrependida”, diz ela.

Suzete Marli da Cruz tem hoje 18 anos e viveu em Lamego, onde frequentou o Colégio da Imaculada Conceição, até ao 9.º ano, e o Colégio de Lamego até ao 12.º.

“Sempre tive boas notas mas não me caíram do céu”, confessa para elogiar as religiosas do Colégio da Imaculada, “que nunca facilitaram nem usaram modernices. Tudo foi à custa de muito, muito trabalho”., explica esta jovem que gosta de ser conhecida por Marli e que hoje estuda Medicina no Porto.

Marli Cruz recebeu o Prémio da Casa de Cultura José Pinto Peixoto, ao qual podiam concorrer todos os finalistas do ensino secundário de 2007/2008. Para a atribuição do prémio, de cinco mil euros, arrebatado por Marli Cruz, foram apreciadas 10 candidaturas, quatro com média final de 20 valores, cinco com 19 e uma com 18. Marli não sabe o que vai fazer com os mil euros do prémio.

“Não posso concordar com a política de facilitismo adoptada oficialmente”, diz Marli.”Trabalhar é a única palavra de ordem interessante e enriquecedora”, conclui.

Recordando com saudade os anos que passou no Colégio da Imaculada Conceição Marli, que ainda hoje se esforça por se integrar e adaptar ao novo ritmo da Faculdade de Medicina, não tem dúvidas em considerar e afirmar que foi naquele Colégio “que me deram as bases para eu percorrer as estradas da vida”

Como? Ela explica: “Ensinaram-me o que é integridade, ajudaram-me a ser sempre íntegra e responsável. Sempre tive consciência do que era a minha responsabilidade que vinha à frente de todo o resto. E depois ensinaram-me a ser metódica e a escolher e adoptar um método de estudo, um método de trabalho, um método de vida. Assim, o trabalho dá prazer e aprende-se com muito menos esforço do que sucede com a maioria dos nossos jovens a quem ensinam tão pouco.”

Não discuto o mérito das Irmãs do Imaculada Conceição. Quem sou eu para o fazer, além de acreditar em cada uma das palavras da Marli?! Claro que tudo o que ela refere é da maior importância, mas lembro a opinião de alguém que durante algum tempo, por necessidade de sobrevivência, foi professor do secundário onde teve um único aluno de 20 valores. Diz ele: ”Não me venham dizer que um bom aluno precisa dum bom professor.Eu era um professor medíocre e aquele aluno era absolutamente excepcional. Para ser bom aluno faz falta inteligência, curiosidade, ler muito e saber estudar”.

Mas não foi isso que a Marli disse? Ensinar tais coisas aos miúdos e aos professores deve ajudar muito. Deve ser meio caminho andado…

«Mais Alentejo» de Dezembro 2011

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

A infelicidade caucasiana

COM OS INCIDENTES na Geórgia, as atenções gerais desviam-se da crise universal do capitalismo para o“nacionalismo russo”.que não quer mudar o mundo nem reeditar as ambições das aventuras de Pedro o Grande a Leonidas Brejnev.

Não acredito que Medvedev nem Putin desejem reconquistar o velho espaço soviético, nem que a Geórgia seja a primeira etapa na corrida à Ucrânia antes da volta à Crimeia. Mas acredito que possa ser o princípio duma grande maçada para nós todos, com novas crispações do povo russo, convulsões bálticas, birras moldavas e ucranianos a levantarem malcriadamente a voz, com a China, a Turquia e a América indispostas e a Europa com mais enfado.

A Rússia de Putin vem de longe, da servidão das estepes seculares. O actual regime russo é uma secreta esperança democrática. Mas é um despotismo de extrema eficácia, temperado no aço do capitalismo, concebido na frieza do KGB, sem desdenhar a disciplina, a prisão, o exílio, as contas bancárias, os pipe-lines, os furos de petróleo, as minas dos diamantes,Cannes e Mónaco e outros paraísos com classe. Os russos de agora são capitalistas pirosos provenientes do socialismo com paraísos fiscais como os príncipes de 1917 nunca tiveram a dita de experimentar, nos seus exílios doridos de “John, o Chofer russo”.

O poder de Putin é-lhe conferido por um povo para quem ele reconquistou a disciplina, destruiu a anarquia e devolveu o orgulho patriótico. Isto apesar da perda da Ucrânia, que pisca o olho À NATO e da BieloRússia e sem os países da Europa oriental e com a Crimeia a querer renegociar o acesso da frota russa a Sebastopol.

A América projecta um anel anti míssil na República Checa e na Polónia e acicata um presidente georgiano sem juízo. Por outro lado, a “integridade dos Estados” continua a ser um princípio sacrossanto da paz. Daí a provocação do Kosovo e a rebelião das Ossécias e da Abkásia contra a Geórgia oferecer a Moscovo uma oportunidade única. Oxalá que depois da brutal provocação balcânica não estejamos à porta da infelicidade caucasiana.

«Mais Alentejo» de Outubro 2011

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

SALGARI IN MEMORIAM

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ESTA COISA de publicar o que se escreve tem, por vezes, aspectos muito agradáveis. Na minha última crónica nesta revista escrevi acerca da dificuldade dum leitor dos nossos dias encontrar livros de Julio Verne ou de Emilio Salgari e dei conta do que passei nas nossas livrarias para encontrar a “Viagem ao Centro da Terra”, a dificuldade em descobrir “As 20 mil léguas submarinas” de Júlio Verne e a impossibilidade de oferecer aos meus netos “Sandokan,o tigre da Malásia”,de Emílio Salgari.

Pois escreveu-me o Sr. António Lopes da Graça, leitor da “Mais Alentejo”, que simpaticamente não só mostrava o interesse lisonjeiro com que me tinha lido mas também se dispunha a fornecer-me informações práticas da maior utilidade no sentido de encontrar os autores referidos e outros “desaparecidos em combate”, dos quais também ele é um seguidor atento e interessado por entre as minas e armadilhas do nosso actual panorama editorial e livreiro. Fico-lhe muito grato e gostei muito de saber que os camaradas de armas de Sandokan e os admiradores de Emilio Salgari formam um exército bem armado e em número significativo, capaz de enfrentar as modernas armas editoriais de destruição maciça, com o nosso orgulho e pundonor.

Não fica por aqui o valor da “Mais Alentejo”.Reparem só no seu serviço inestimável no reencontro de amigos e na descoberta de desaparecidos. Acontece que o Sr. António Lopes da Graça, que como eu chora o fim da antiga editora Romano Torres, é um velho conhecido pois cruzámo-nos em Bissau em 1974,onde ele era responsável pelo estúdio de televisão da Marinha, naqueles anos de fim de guerra em que eu era um “roving reporter”a caminho de casa e me abastecia na prestigiada messe da nossa Armada na capital da Guiné. Um abraço amigo, António Graça!

UMA VÉNIA SENTIDA

CUMPRIRAM-SE recentemente os 100 anos sobre a data do suicídio de Emílio Salgari, cuja vida trágica merece ser recordada. Salgari nasceu em Verona, viveu em Génova e morreu em Turim. O seu sonho era ser marinheiro mas não terminou o curso da escola náutica e tudo o que fez foi um modesto cruzeiro, como passageiro, no Adriático. Mas como jornalista e escritor Emílio Salgari nunca deixou de navegar. Sulcou as águas em fragatas, galeões, bergantins, juncos e canoas, atravessou o golfo de Bengala, andou pelo Mar da China, rompeu as águas geladas do Ártico , viajou pelo Orinoco ,combateu nas Antilhas e subiu e desceu o Nilo inúmeras vezes.

Na realidade, navegou durante toda a vida pelos Atlas e pelas Enciclopédias e, desde o seu início como cronista, obteve um notável êxito junto do público. Nos seus últimos anos de vida, Emílio Salgari era o escritor mais lido na Europa e alguns dos seus 84 romances venderam acima da barreira, até então desconhecida, dos 100 mil exemplares.

Ironicamente, Emilio Salgari foi um prisioneiro da penúria, um refém da miséria, escrevendo como um escravo para editores que o exploraram e roubaram. Foi o esforço tremendo do seu trabalho que lhe permitiu sustentar uma mulher louca e filhos pequenos, mas foi também esse trabalho forçado que o empurrou para a morte, num dia em que, saturado de enriquecer aqueles que saqueavam o fruto do seu trabalho, sem que ele disso tirasse uma justa compensação, Salgari agarrou numa cimitarra e fez hara-kiri, deixando, com o seu cadáver, uma acusação terrível para os seus verdugos:”A vocês, que enriqueceram com a minha pele, mantendo-me a mim e à minha família numa quase miséria ou ainda pior do que isso, só vos peço que em compensação dos lucros que vos proporcionei, vos ocupeis da despesa do meu funeral”.

Há mais de meio século que eu viajo com Sandokan por onde Salgari quer que a gente vá. Neste tempo longo já se apagaram muitos amores e morreram muitas ilusões. Mas não posso esquecer a crueldade dos mares, a ameaça das selvas, o risco das viagens, o perigo das tempestades, o terror dos piratas, os ataques ágeis dos tigres, o poder das suas garras e a diferença clara entre o bem e o mal. Foi com tudo isto que Emílio Salgari educou gerações e nos ensinou a ser os homens em que nos tornámos quando, finalmente, acabámos por ser grandes.

«Mais Alentejo»

sábado, 10 de dezembro de 2011

Passatempo com prémio triplo

Está a decorrer, até às 12h do próximo dia 16 Dez 11 no blogue 'Sorumbático', o passatempo «Quanto indica a balança?», no qual serão atribuídos estes 3 exemplares autografados. Ver [AQUI].

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Sandokan, o Tigre da Malásia

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NUNCA IMAGINEI
a dificuldade que viria a encontrar para oferecer alguns livros de aventuras aos meus netos. Aquele que eu desejava mais, não dei com ele: "Sandokan, o Tigre da Malásia”. Os relatos de aventuras de Emílio Salgari são objectos muito raros e o seu autor é desconhecido na maioria das livrarias.

Os fantásticos livros de Júlio Verne são também preciosidades capazes de me darem uma alegria como as que sentem os velhos ratos de alfarrabistas, diante duma raridade. Foi com essa sensação, pelo menos, que comprei um exemplar das “Vinte mil léguas submarinas”...

A minha intenção era a de ajudar a desenvolver a capacidade criativa, a invenção e a imaginação, ligadas à aventura, nas crianças que bem poderão ser estimuladas com os mesmos instrumentos que iniciaram os avós, muito diferentes e muito antes das novas tecnologias trazerem o desejo de matar o chefe e subir de nível, o qual se procura incutir, desde muito cedo, nas crianças de hoje.

Confesso, humildemente, que foi nestes livros de aventuras que não só aprendi o gosto pela leitura , mas também desenvolvi a capacidade inventiva e fiz crescer a minha imaginação, viajando a lugares desconhecidos, encontrando a curiosidade pelo desconhecido e descobrindo o fascínio pelo diferente, tudo isto de formas muito distintas dos esquemas estereotipados dos actuais jogos e passatempos electrónicos.

A actual injustiça para com Emílio Salgari choca-me particularmente. Não bastou o terem levado a suicidar-se faz agora 100 anos. Nem a sua vida difícil e miserável chegou para lhe concederem agora uma homenagem justa, merecida e reparadora.

Custa-me ver tratado deste modo cruel e injusto um autor a quem prometo regressar, tão fascinante foi a sua figura e tão merecida seria - já que os netos nunca dele ouviram falar e desconhecem as suas aventuras fascinantes - uma vénia respeitosa dos avós, como eu, camaradas de armas do Tigre da Malásia.

«Mais Alentejo» de Setembro 2011

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

OS BEN ALI E OS ALI BABÁS

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NESTES ÚLTIMOS tempos, diverti-me mais com o Presidente Ben Ali, da Tunísia, do que com os nossos tristes candidatos à sorte de presidir aos destinos da gruta do Ali Babá.

Ergo-me e fico em sentido perante a dignidade e a coragem do povo tunisino, na rua, a dizer “basta” e a enfrentar os projécteis dos seus “democratas” em fuga. E curvo-me diante da dignidade dos antigos dignitários dos diferentes quadrantes da política tunisina, do Presidente Bourguiba para cá, porque em vez de baterem palmas à roubalheira, como nós vemos por cá haver quem faça, resolveram reunir-se e estudar soluções para os problemas da Tunísia.

O período áureo do presidente Ben Ali, de que os tunisinos agora se libertaram, bem podia dar origem a uma academia em Portugal, com dinheiros dos fundos sociais europeus, e a pólos de excelência nas nossas Jotas e nas nossas excelsas ONG e fundações, tudo para aprofundarem o saber.

O povo veio para a rua por não aguentar três coisas: o desemprego e os salários baixos duma economia amarfanhada; os impostos cada vez mais pesados e a subida dos preços dos combustíveis e bens de primeira necessidade; e a roubalheira desavergonhada dos “democratas” que estavam no poder em Tunes.

Basta referir que Ben Ali e sua família, a começar pela “madame”, que era cabeleireira, acumularam nestes aninhos de Governo mais de três biliões de euros desviados dos dinheiros públicos e dos bancos. E o genro de Ben Ali, casado com a sua filha Nasrine, tinha leões criados a bifes do lombo no jardim do palácio oferecido pelo sogro no dote do casamento.

Estes pequerruchos dos Ben Ali nunca fizeram nada na vida. Não são como os nossos pobres “boys” que têm de puxar pelo bestunto e esmifrarem-se nos ministérios, petróleos e na banca dum país falido como o nosso, cujos políticos seniores se arrastam de mão estendida pelo mundo, como os romenos e os albaneses andam a fazer nos semáforos das nossas cidades.

«Mais Alentejo» - Jan-Fev 2011

sábado, 20 de novembro de 2010

Três badaladas e um balde de cal

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FOI NO MÊS de Novembro que a “Mais Alentejo” juntou mais de duas centenas dos seus leitores, colaboradores, autores e anunciantes num Hotel Design de Tróia e, caldeando-os com autarcas do Alentejo, deputados da Nação, mulheres bonitas e figuras das artes, do desporto e do espectáculo, procedeu à entrega dos prémios atribuídos pelo seu público, num ambiente de festa, de requinte, boa mesa e alegre e discreta elegância.

Não faltava lá ninguém, o espectáculo parecia uma entrega de Óscares, não houve quem não estivesse agradado e a alegria durou até ás tantas.

Foi neste ambiente e nesta festa que houve quem resolvesse atribuir-me e entregar-me o Prémio Carreira - Jornalismo da “Mais Alentejo”. Posso ter muitas suspeitas, mas estou em crer que foi o António Sancho, a alma desta revista, o “culpado” disto ter acontecido. O que é uma injustiça, por haver outros mais merecedores. Mesmo que não pense assim, têm de concordar que me fica bem dizer tal coisa.

A verdade é que com o andar dos anos, uma pessoa vai acumulando distinções e assim, inesperadas, como foi esta, a sensação que se tem é a de os amigos estarem a despedir-se por termos alguma doença má que ignoramos e de que ninguém nos fala. Deus me perdoe, mas estes prémios de carreira, com que se celebra e se arruma uma vida de trabalho, assemelham-se a elogiosos obituários publicados pela secção de necrologia de uma publicação.

Se a minha saudosa avó Felicidade fosse viva, de certeza que não perdoaria. Punha o seu sorriso sardónico e dizia-me, com o carinho com que sempre me tratou:
-Oh filho! Depois disto, só três badaladas e um balde de cal…

P.S.- Deixem-me que deseje a todos os que aqui trabalham e aos que lêem esta revista um Natal muito feliz e uma passagem de ano cheia de alegria e felicidade.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Cães, gatos e olhares para o lenço

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UM QUERIDO amigo meu, que há muito não tinha o prazer de rever, desafiou-me a escrever histórias do passado, ocorridas comigo e com personalidades nacionais e estrangeiras dignas de destaque, bem como me exortou ainda a narrar factos importantes por mim vividos.

Confessei-lhe que já há muito me ocorrera semelhante pensamento, mas logo o abandonei por diversas razões. A primeira, é uma rejeição muito pessoal desse tipo de escrita, talvez inspirada, desde muito jovem ainda, por uma frase de Pittigrilli que nunca esqueci: aquele que escreve memórias é como um fulano que se assoa e depois olha para o lenço, antes de dobrar e guardar no bolso.

Depois desta razão principal argumentei com o meu amigo explicando-lhe ainda que ele não imaginava a quantidade de histórias adulteradas e narradas por falsas testemunhas ou participantes mentirosos, com má memória e sem vergonha nenhuma, capaz de jurarem a pé juntos terem travado um diálogo ou assistido a um facto que nunca aconteceram.

As inexactidões deste tipo são muitas vezes ditadas pela vaidade, pela inveja, pela desonestidade e pela pouca vergonha, ou ainda, ingenuamente, pelo desejo de ter graça. E uma coisa é contar histórias que podem ser corroboradas por alguém mais, que verdadeiramente as viveu, outra é fingir que se recorda acontecimentos e frases que nunca existiram com alguém, e de gente, que já não está entre os vivos e não se pode defender da calúnia e limpar-se de algo que nunca fez ou de alguma coisa que não proferiu.

Numa terra sem memória e cada vez mais à mercê de gente pouco séria que à memória exacta da verdade prefere a vaga ideia da mentira, é melhor não nos metermos nisso de recordações, a não ser aqueles destinadas aos filhos e netos estremecidos e amigos de confiança. De outra maneira, corremos igualmente o risco de parecermos um desses aldrabões de feira que nos contam o que mais lhes convém ou aquilo que os torna engraçados, e perder-nos nessa interminável multidão de cães e gatos que são autores. Ou, hoje em dia, conhecem algum cão ou gato que não tenha escrito um livrinho?
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«Mais Alentejo» - Nov 2010

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Para lá do resgate

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MÁRIO Sepúlveda foi o segundo a sair do horroroso pesadelo que engolira os 33 mineiros numa mina no Chile 69 dias antes, a uma profundidade de 700 metros. Extrovertido, exuberante, Sepúlveda foi de todos o que mais impressionou pela pureza do raciocínio e por acreditar em alguma coisa para além do resgate que comoveu o mundo entre terça e quinta-feira desta semana.

-Agora, por favor, não nos tratem como se fôssemos artistas ou jornalistas, tratem-me como mineiro, sou mineiro e morrerei mineiro - pediu o entroncado e sorridente mineiro aos mais de mil repórteres que registavam as suas palavras à saída da cápsula que o trouxera das profundezas, acrescentando:
-As leis e as condições laborais têm de mudar!

Após as trevas, as luzes da ribalta e certos misteres equívocos não fazem sentido para este mineiro e filho de mineiro de 40 anos de idade, que sempre acreditou no momento único de felicidade a que o mundo assistiu. Quanto ao desejo de melhores condições de vida e de trabalho a partir de agora, também comove haver quem ainda acredite e valorize o trabalho do homem. Infelizmente, tanta esperança só parece existir na cabeça de quem esteve tantos meses enterrado vivo.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Jorge & George

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A SRA. MINISTRA
da saúde criticou a falta de rigor e de capacidade de gestão dos medicamentos em Portugal. Não posso estar mais de acordo com um membro deste Governo como estou com esta ex-médica do hospital de Almada. Ninguém entre nós deve saber tanto deste negócio como a ministra Jorge e o seu braço direito George. Juntos, Jorge & George saberão mesmo mais do que o Dr. Cordeiro das farmácias. Ou não sejam eles quem ainda não sabe o que fazer a uns milhões de vacinas para a gripe A, que mandaram vir e custaram milhões de olhos da cara? Parece que andam a oferecer essas vacinas a velhinhos que se portem bem e tenham impostos a pagar. Jorge & George bem podiam ir, em pessoa, vendê-las para o metro do Rossio, para ajudar a baixar o défice.

Espero que o próximo negócio não seja encomendarem, por troca, aquele único antibiótico que consegue derrotar a bactéria super-resistente!

Com esta habilidade muito pessoal para o negócio só me lembro do Guterres com os aviões F16 encaixotados e a encomenda dos submarinos aceites pelo Portas depois de confirmados por outros de quem ninguém fala. Porque será?

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

De lágrimas nos olhos

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ACABEI de percorrer diversos caminhos europeus para participar em palestras, conferências, debates e reuniões relacionadas com a paz, as relações inter-religiosas e inter-culturais dos povos, dos seus políticos e dos seus Estados.

Foi um intervalo muito prazenteiro na doméstica rotina das minhas modestas tarefas académicas e no estudo e análise da evolução dos media que me preenche a vida.

Um facto me surpreendeu por não o imaginar a esta escala insuspeita e mostrando claras tendências para o seu agravamento próximo: a actual presença maciça de portugueses a trabalhar no que lhes aparece ou preparados para fazerem o que se lhes oferecer. Com uma incomensurável tristeza e desistência de aqui volverem, olhando para trás sem perdão. Vivia eu na Europa durante a grande emigração dos anos 60. Nada tão triste e desgarrado como agora.

Hoje, os nossos jovens emigrantes estão convictos de que em breve serão ainda muitos mais a espalharem-se pelo mundo fora, desesperados pela vergonha de o mundo inteiro ver Portugal a abandonar os seus filhos desta maneira. A gente fala com eles e ficamos, nós e eles, de lágrimas nos olhos. Isso não se sabe cá.

P.S.- Alguns velhos leitores e amigos celebraram um textinho meu que este blogue reproduziu. Já estou velho e demasiado piegas para mimos desses. A todos, muito obrigado!

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Você é feliz?

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Por Joaquim Letria

DIZEM AS REVISTAS da Ciência que quase metade das pessoas que estão mal com a vida, desanimadas, tristes e sem vontade de ir à luta, sem vontade de comer e com falta de apetite sexual, com insónia ou a dormir demais, pouca ajuda recebem da clínica geral. Penso eu que terão ainda menos ajuda no futuro, porque os médicos generalistas cada vez sabem menos conversar.

Os médicos não estão atentos à tristeza das pessoas. Mais virados para as insuficiências renais, hepáticas, glandulares e hormonais, os médicos preocupam-se menos com funções que têm a ver com o estado de espírito e cujo diagnóstico não tem ajuda de TACs ou de Ressonâncias Magnéticas.

-Diga-me uma coisa: é feliz?

Imaginem um médico ou uma médica, nos 10 minutos da consulta, a fazer esta pergunta. Quanta gente se assustaria e iria mentir para responder, sem saber, porque engordou 8 quilos ou perdeu o gosto do emprego.

A prestigiada revista “Lancet”, que um dia destes apanhei na sala de espera dum consultório, garantia naquele seu número dum ano atrasado que 20 por cento dos diagnósticos de depressão estão errados, nuns casos por a verdadeira depressão não ser detectada, noutros por ser outra coisa qualquer. Coisas que parecem mas não são, como a anemia, a disfunção da tiróide, a perda dum ente querido, enfim causas capazes de enganar a ponto de tornar a depressão moda, o que explica a subida da venda dos ansiolíticos e o sucesso laboral da psicologia clínica, que não amedronta e afasta como a psiquiatria ainda consegue por culpa dos preconceitos.

Mas a verdade é que anti-depressivos fantásticos conseguem o regresso do amor próprio e da qualidade de vida a muito boa gente que recorre ao psicólogo ou ao psiquiatra. Pena é que os médicos de família não auscultem as dores da alma, assim como medem a tensão arterial ou mandam fazer electrocardiogramas.

«Mais Alentejo» de Outubro 2010

domingo, 27 de junho de 2010

«Faca na Liga» de 27 Jun 10

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Mourinho: “Nem Cristo era simpático”

JOSÉ MOURINHO protagoniza novas histórias na Imprensa espanhola, depois do “El Mundo” o ter apresentado como “o Messias do futebol cuja debilidade maior são as mulheres”. Agora, é a revista GQ que lhe dedica umas páginas, focando o temperamento do “melhor treinador do mundo”.

Sob o título “Também Jesus Cristo não era simpático”, frase com que Mourinho responde a uma observação acerca do seu feitio, a GQ usa esta mesma frase na sua capa para apresentar a reportagem sobre o “exigente, ambicioso, frio, calculista Mourinho, alvo de todas as carabinas.”

Casado desde 1989 com Matilde, a quem conhece desde a infância e com quem é pai de dois filhos que adora, o novo treinador do Real Madrid, de 46 anos de idade, teve de lidar com a Imprensa sensacionalista, a qual lhe revelou alguns possíveis casos amorosos que mantivera em segredo. Uma jovem portuguesa 10 anos mais nova que Mourinho, foi a primeira a ser exposta. A relação terminara cinco anos antes de ser conhecida, em 2007. Foi “The Sun” quem revelou tudo e o Daily Mirror acrescentou alguns pormenores escabrosos. Quando este caso foi conhecido, mais duas mulheres avançaram para os tablóides contando segredos de alcova. Quando a tormenta já tinha passado, foi o Correio da Manhã que falou dum pedido de divórcio de Matilde, nunca confirmado e que, aparentemente, nunca aconteceu. O casal, com os filhos encontram-se de férias agora mesmo e não é preciso um grande esforço para encontrar esta família feliz em restaurantes de peixe fresco de Setúbal.

Mourinho desmentiu tudo e processou os tablóides ingleses. O treinador vive alheio ao que se diz de si, mas não perdoa as investidas à sua vida familiar e pessoal, as quais defende com grande cuidado. E diz “A pressão que eu tenho é aquela que eu quero! É a pressão de Mourinho sobre Mourinho. Não é a pressão dos adeptos, dos clubes ou da Imprensa”.

A Imprensa que detesta é, no entanto, aquela que lhe vai mantendo o mito, que faz dele, além do treinador extraordinário que se revela, o “homem temente a Deus, que confessa “rezo muito, sou católico, acredito em Deus e tento ser boa pessoa de maneira a que Deus possa dedicar-me um pouco do seu tempo e me dar a mão quando preciso. Sou católico à minha maneira. Não sou homem com tempo para ir à casa de Deus”.

O treinador mais caro do mundo, conhecido por “El especial”, “Il Spezial” ou “The Special One”, pelo seu carácter singular, é exigente, ambicioso, arrogante, perfeccionista, imodesto. Amado por uns e odiado por outros, Mourinho já era galáctico muito antes de chegar ao Real Madrid. E agora tem de aturar uma das mais agressivas imprensas do mundo. Que Deus lhe dê paciência!

Di Maria:resolvido por 25 milhões

As negociações entre o Benfica e o Real Madrid por Di Maria não pararam. Os dois clubes estão a negociar num bom ambiente e quem sabe diz-nos que tudo pode ser resolvido dum momento para o outro por 25 milhões de euros.

Di Maria é uma coisa, os putos outra

Benfica e Real Madrid decidiram separar o negócio dos jovens jogadores que os encarnados querem importar do macro-negócio do Di Maria que pode fechar-se dum momento para o outro. Assim, o Benfica quer Marcos Alonso, Rodrigo e Pablo Serabia, mas os merengues resolveram vender os dois primeiros por 4 milhões e não abdicar de Serabia, ainda que Florentino Perez receie que o Barcelona se adiante neste jovem. Di Maria é outro negócio, de milhões, e os dois clubes estão a entender-se graças aos bons ofícios de Jorge Mendes.

Maicon está difícil

A transferência de Maicon do Inter para o Real, a única pela qual Mourinho bate o pé – e percebe-se melhor porquê, graças ao Mundial – é que parece estar complicada. Até ao final do Mundial não haverá novas diligências nem negociações. O Real não quer dar mais dinheiro do que aquele que oferece, de 18 milhões de euros, e o Inter considera esta quantia insuficiente. A ver vamos…

Caneira disposto a receber metade

O Sporting anunciou a dispensa de Caneira, mas este tem contrato válido até finais de 2012.O internacional, por razões familiares, quer ficar em Portugal, dispondo-se a receber metade do vencimento de 75 mil euros. O Sporting nem responde.

sábado, 26 de junho de 2010

«Esta es la foto que los medios monopòlicos negaron publicar...»

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A difundirla amigas y amigos el 24 de Mayo de 2010, con motivo de la despedida de la selección argentina rumbo al mundial de sudafrica y con el marco del bicentenario.
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Al ingresar al campo de juego, los jugadores de la Selección argentina mostraron una bandera en apoyo a la candidatura de las Abuelas de Plaza de Mayo para el Premio Nobel de la Paz 2010. El Comité Noruego, por su parte, aceptó la candidatura de la Asociación Abuelas de Plaza de Mayo, impulsada por el senador Filmus. El senador porteño por el Frente para la Victoria destacó días atrás que "Abuelas como organización dio un ejemplo, no solo de recuperación de la memoria, sino de cómo buscar un futuro mejor para todos". La postulación de Abuelas al Nóbel de la Paz -impulsada por Filmus- se realizó a fines de enero y recientemente fue aceptada su candidatura. El ganador se conocerá a mediados de octubre y la ceremonia de entrega de premios se realizará en diciembre, en la ciudad de Oslo, Noruega.

Abuelas de Plaza de Mayo es una ONG de defensa y promoción de los Derechos Humanos, que se ha ocupado especialmente del Derecho a la Identidad. Desde 1977, su finalidad es localizar y restituir a sus legítimas familias todos los niños secuestrados y desaparecidos por la represión política, que tuvo lugar en la República Argentina durante la última dictadura militar, y crear las condiciones para que nunca más se repita tan terrible violación de los derechos de los niños, exigiendo castigo a todos los responsables. Hasta el momento, las Abuelas han logrado localizar y restituir la identidad de 101 personas apropiadas por el terrorismo de Estado. Además han logrado crear el "índice de abuelidad" (método específico para determinar la filiación de un niño en ausencia de sus padres, a través de análisis de ADN), el Banco Nacional Genético y de la Comisión Nacional por el Derecho a la Identidad y colaboraron en la recuperación de los ex centros clandestinos de detención para ser transformados en espacios de la memoria, entre otros.

domingo, 20 de junho de 2010

«Faca na Liga» de 20 Jun 10

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O crime no Mundial

Dois jornalistas portugueses, um espanhol, três gregos e quatro chineses foram roubados na África do Sul onde se encontram para noticiarem o campeonato do mundo de futebol que foi inaugurado na passada sexta-feira. Estes são os números do pequeno crime conhecidos até ao momento em que escrevo estas linhas. Pequeno crime, porque felizmente não envolveram mortes. Mas números parciais do total que poderemos contabilizar no fim da Copa do Mundo. Este evento global levou à África do Sul milhares de fãs, jornalistas, técnicos, publicitários e desportistas todos eles convertidos em alvos apetecíveis para a criminalidade local. Notável a atitude da comitiva grega que, roubada, se recusou a apresentar queixa e banalizou o incidente, comparando-o a outros que se repetem em outras partes do mundo. É natural que a África do Sul apresente esta criminalidade quando mais de 60 por cento da sua população activa não tem emprego nem perspectivas de o vir a ter. Pequeno país somos nós, temos cerca de 700 mil desempregados e vemos o que já nos acontece. Aqui há uns anos, pude percorrer a África do Sul de fio a pavio, em avião próprio e com uma companhia de privilégio. Eram só António Burgos, Luís Del Olmo, António Perez Reverte, Alfonso Ussia e outras figuras ilustres da opinião europeia. Fomos recebidos por De Klerk, Desmond Tutu, chefe Butalezi, voámos 15 dias em estilo num DC4 reconstruído, todo ele reluzente e com um nome sugestivo:”The Queen of Africa”. Fizemos safaris, viajámos pelos quatro cantos, fomos aos Bantustões, Swazilândia, e divertimo-nos muito, observando um país a entrar na igualdade racial e na política do “one man,one vote”.Mas o crime já assim era. E o que se esperava, infelizmente, era muito pior do que agora sucede. Porque o desemprego não tinha aparente solução. Não se esqueçam que milhares de desempregados e jovens desocupados estão internados em campos e as informações policiais estão activas como nunca, para nesta copa do mundo prevenir a violência num país onde a brutalidade existe por todo o lado. Um bom motivo de reflexão para nós, portugueses de Portugal.

Mandela perde bisneta

Nelson Mandela, o antigo e lendário presidente da África do Sul perdeu uma bisneta de 13 anos num acidente de votação no regresso do concerto inaugural do estádio Orlando na África do Sul. O motorista parecia ter álcool a mais no sangue e a polícia investiga o despiste. Mais cedo, no mesmo dia, noutro acidente de viação, 4 estudantes britânicos morreram quando um autocarro capotou.

Drogba pode defrontar Portugal

Drogba está a recuperar e Erickson admite que o Costamarfinense possa defrontar Portugal,ainda que usando uma protecção no braço direito ao qual foi operado depois de sofrer uma fissura no rádio ao defrontar o Japão num jogo-treino.

Treinador dinamarquês doente

O seleccionador da Dinamarca, Olsen, dificilmente poderá recuperar a tempo de liderar a sua equipa na partida de estreia. Olsen apresenta febre alta e foram-lhe feitas análises para se apurar as causas, receando-se que possa ser provocada por alguma doença tropical ainda que o treinador tenha tomado todas as vacinas requeridas.

Maradona com mascote

Diego Maradona não pode estar mais feliz.”El Pibe” tem, consigo, o seu neto Benjamim, filho de sua filha Giannina e de Sérgio “Kun” Aguero, companheiro de Tiago e Simão no Atlético de Madrid. Maradona, um supersticioso de velha data, dissera ainda na Argentina que Benjamin seria “a sua arma secreta”. Pois aí está o miúdo a jogar, também, pela “Celeste”! A filha e o neto viajaram e estão acompanhados por Cláudia, a ex-mulher de Diego, respectivamente mãe e avó dos familiares e acompanhantes de Kun Aguero, outro supersticioso feliz!

domingo, 13 de junho de 2010

«Faca na Liga» de 13 Jun 10

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As raivas a Mourinho e Cristiano


Um destes dias caí no caldo duns profissionais independentes que, felizes com a Pátria e defensores dos nossos políticos, convergiram em inundar de ódio, inveja, ciúme e raiva futebolistas como Cristiano Ronaldo e treinadores de futebol como Mourinho. É uma música que a gente conhece de ginjeira. Mas não faz sentido. Ai o Sócrates fala aquele espanhol do Feijó e aquele inglês técnico que é uma vergonha?! Então e o Mourinho, perguntavam os médicos, engenheiros e advogados. Então e o Mourinho, que tem a mania que fala tudo?!E eu dizia: mas fala bem, estudou! E a vergonha que eles ganham?! Perguntavam eles e eu contestava “mas não roubaram nada a ninguém, não tiraram rendimentos, não despediram pessoas, não mentiram! E ganham tudo o que há para ganhar! Não chega. Médicos com bastonários duvidosos, engenheiros com negócios esconsos, advogados do cambão vivem é a sofrer com o Cristiano e com o Mourinho. Tá bem! Afinal Portugal não tem com que se preocupar. Está tudo perfeito. Só aqueles dois é que dão cabo da nossa tranquilidade e ameaçam a nossa felicidade. Fácil de resolver, não acham?!

Zuma muito satisfeito

Jacob Zuma, o presidente da África do Sul, diz que o ambiente desta véspera do Mundial é uma explosão de alegria e de orgulho nacional que só teve equivalência no ambiente que a grande nação de África viveu com a libertação de Nelson Mandela. O presidente sul africano manifesta-se muito satisfeito com o ambiente e com o civismo que até ao momento se verifica a escasso tempo do início deste campeonato do mundo. Milhares de jovens desempregados foram internados em campos e desviados dos principais aglomerados populacionais.

Blatter : sim à paixão, não à tecnologia

O responsável máximo da FIFA, Joseph Blatter, voltou a defender, agora na África do Sul, a subsistência da dúvida e da mentira desportiva para manter a paixão do futebol, diz ele. Blatter, por exemplo, acha que o toque de mão de Thierry Henri para Galla meter o golo ilegal que afastou a Irlanda da fase final na África do Sul,é um elemento que contribui para a discussão e para aumentar, assim a paixão pelo jogo, não só nos países directamente envolvidos mas também no universo deste desporto apaixonante. .Blatter está satisfeito com o que se passa na África do Sul e já disse que é seu desejo que este projecto em curso possa ser copiado pelo Brasil quando este País acolher o Mundial de 2014.

“El Niño” em grande

Fernando Torres, “El Niño”, o prodígio de “La Roja”, a selecção espanhola que é campeã da Europa e que surge como uma das favoritas nesta fase final do Mundial, tem brilhado nos últimos treinos, depois de se ter poupado a seguir a uma lesão que o afastou das fases finais das competições da Premiere e nas Taças do Reino Unido, onde Torres joga no Liverpool, ao serviço do qual se lesionou num joelho, o que chegou a fazer recear pela sua participação. Vicente Del Bosque tem imposto treinos suaves com bola, de modo a poder contribuir para a recuperação de lesões e de maneira a evitar que nos treinos os jogadores espanhóis possam contrair novas lesões. A jovem selecção espanhola, muito renovada e pujante de talentos dos melhores clubes da Europa, designadamente da Espanha, é vista como uma das melhores posicionadas para juntar o titulo mundial ao europeu que ostenta.

Drogba na dúvida

O avançado da Costa do Marfim que teve a infelicidade de partir um braço num choque com um nipo-brasileiro no jogo de preparação Costa do Marfim-Japão, deve juntar-se à selecção e poderá jogar depois do jogo contra Portugal no dia 15, se a cirurgia a que submeteu o seu cúbito direito der o resultado pretendido e que a introdução de silicone na fissura óssea poderá ajudar a acelerar o processo de recuperação. Depois de operado na Suiça, Drogba está acompanhado do seu médico assistente que também tem a preocupação de dar toda a segurança ao acelerado processo de recuperação do perigoso avançado da Costa do Marfim,agora dirigido por Sven Erickson.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Sócrates é o meu herói!

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NÓS ESTAMOS COMOVIDOS e eu vou-me sentindo cansado de tanto nos andarmos a atirar para o chão com o fato novo, todos os dias, sempre que o chefe do governo nos aparece pelas televisões a piscar-nos o olho. Já não tenho idade para isto!

Não me lembro de nenhum chefe do Governo que pensasse tanto no País e se sacrificasse tanto pela Pátria como este. Não houve nenhum primeiro–ministro que me quisesse tão bem e trabalhasse com tanto afinco para mim. Nenhum outro lutou tanto, tão encarniçadamente, para nos salvar a todos nós, como o actual. E nós como lhe pagamos!? Com a nossa ingratidão, acusando-o de nos ter metido na fossa séptica em que o nosso País se transformou.

Por isso venho aqui hoje, graças à hospitalidade desta revista, agradecer ao senhor presidente do conselho – como ele gostaria de ser tratado – tudo o que faz por nós. Só lhe encontro par no cinema, principalmente nos velhos e bons filmes a preto e branco, no tempo em que havia heróis que nós adorávamos ver em 9x4 metros, com intervalo para um cigarro e uma olhadela às madames das matinées.

Vimos milhares de vezes este número do chefe do Governo. Ele é que não sabe. Lembram-se certamente quando um dos bons dizia aos companheiros: "Vão! Eu fico a segurá-los aqui!” Então, quando este herói já estava ferido, era o máximo! E ali se sacrificava ele, a matar os maus enquanto os bons, entre eles a rapariga, fugiam para o forte!

Eu já vi este Sócrates a fazer isto no desfiladeiro a aguentar um exército de “Sioux”, de camuflado, a dar a fuga ao John Wayne dos cruéis comunistas amarelos, a matar alienígenas que nos invadiram e a destruir “robots” que se revoltaram. E sempre ele, firme até à última mentira, perdão, até à última bala! Sem se preocupar consigo, desprezando os riscos, expondo os seus, tudo para nos salvar!

Assim diz Sócrates estar a fazer para nos tirar da fossa. Finalmente empenhado num exercício de responsabilidade , não pensando em mais nada que não sejamos nós e o futuro da Pátria. Ele tombará no desfiladeiro atrasando os especuladores que nos perseguem e aquela rapariga do “saloon”, a Angela, que nos querem perder.

Generosa figura de Estado, a quem não importa perder as eleições seguintes, só a pensar na nossa salvação. A guardar para si a última bala, ou não abrindo mão duma granada para levar consigo muitos malvados, a defender-nos, a atrasar o inimigo enquanto nos dá a fuga!

E no futuro, quando o sol voltar a brilhar, recordaremos, reconhecidos, o nosso herói ou, pelo contrário, acharemos que ele ficou mal enterrado? Sabe-se lá se vai apresentar-se, trémulo, sujo e ensanguentado, depois do combate corpo a corpo com os vilões!? É bom não esquecermos que no cinema, quando julgamos tudo ter acabado, se ouve um gemido entre os escombros e um cão Labrador resgata o sacrificado herói que milagrosamente se salvou. A ideia é boa, mas neste caso não resultará. Mesmo assim, confesso que é disso que tenho medo.
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«Mais Alentejo» Junho de 2010

domingo, 6 de junho de 2010

«Faca na Liga» de 6 Jun 10

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O negócio do futebol no México

Muita gente protesta, injustamente, contra os ordenados e prémios de jogadores e treinadores de futebol mas esses críticos, na maior parte dos casos motivados por inveja, sabem que eles são as estrelas que dão verdadeiras fortunas a ganhar no negócio do futebol. O Grupo Televisa, de Azcárraga Jean, domina a TV mexicana, controla a Cablevision e a Sky, operadora por satélite, é dona do estádio AZteca, um dos maiores do Mundo e sede do América, que frequentemente esgota os seus 115 mil lugares e que também pertence à Televisa, dona do Necaxa de Águascalientes e do San Luís de Potosi.
A TV Azteca, do igualmente poderoso grupo Salinas, é dona dos Monarcas de Morelia e dos Jaguares de Chiapas. Cada uma destas televisões é ainda dona, respectivamente, das casas de apostas PlayCity e Interticket . Entre clubes, casas de apostas e direitos de TV, os dois grupos têm aqui em jogo mais de 160 milhões de euros e dispõem de 5 dos 18 lugares que votam na Federação Mexicana de Futebol, a qual não interfere na possibilidade das apostas interferirem em resultados e desportivismo. Joseph Blatter já prometeu em tempos não interferir se não receber nenhuma queixa. Televisa e Azteca controlam os direitos das transmissões e a primeira mantém o monopólio da difusão por cabo. A selecção é outro negócio. O grupo financeiro Ixe calcula em 73 milhões de euros os lucros das transmissões dos jogos da selecção do México na África do Sul, dos quais 55% é para a Televisa e o resto para a organização de Salinas. Muito poucos jogos serão transmitidos em regime aberto.

Peseiro assustou espanhóis

Se não fosse um golo de cabeça de Llorente, na marcação dum canto nos descontos do jogo amigável entre as selecções de Espanha e da Arábia Saudita para preparação dos actuais campeões da Europa, a poderosa equipa dirigida por Vicente Del Bosque tinha empatado contra a modesta equipa orientada por José Peseiro. Os saudis, dando mostra dum grande conjunto e trocando a bola ao primeiro toque chegou a embaraçar os donos da casa, marcando sem nunca estar a perder, apenas consentindo que os espanhóis, onde Torres esteve ausente para descansar, marcassem o golo da vitória num lance de bola parada já para lá do tempo regulamentar. Recorde-se que Peseiro foi o adjunto de Carlos Queiroz à frente do galáctico Real Madrid depois de ter levado o Sporting à final da Taça UEFA e ao segundo lugar do campeonato nacional.

Guardiola ameaçado pelos árbitros

O Comité Técnico de Árbitros de Espanha pediu o afastamento dos campos de futebol do treinador do Barcelona, campeão de Espanha, Pepe Guardiola, por um período entre 2 e 5 anos. Seguir-se-á a alegação da defesa do treinador que, depois, será julgado pelo Comité de Competição que avaliará este caso que tem origem em graves acusações do treinador catalão contra a imparcialidade dos juízes espanhóis.

Del Bosque satisfeito

Por seu turno, o seleccionador espanhol Vicente del Bosque manifestou-se satisfeito com o apuro técnico dos seleccionados espanhóis e pelo facto destes não apresentarem problemas físicos e psicológicos como é costume suceder nesta fase da preparação de todas as equipas. A única contrariedade manifestada pelo antigo campeão, como jogador e treinador do Real Madrid, é a limitação de 6 substituições nos jogos amigáveis, a qual obriga a utilizar 5 jogadores ao longo de 90 minutos.

Pellegrini casa filho e regressa em Agosto

O treinador Manuel Pellegrini, antecessor de Mourinho à frente do Real Madrid e o treinador que mais pontos e golos marcou à frente dos merengues, apesar destes perderem tudo nesta época e terem cedido o campeonato ao rival Barcelona, chegou a Santiago do Chile, de onde é natural e onde vai assistir ao casamento de um dos seus filhos. Pellegrini, um engenheiro de formação como o nosso Fernando Santos, foi recrutado quando em Espanha dirigia o Villareal, o “Yellow Submarine”, de onde Jorge Valdano o tirou para o Real, dirigindo a equipa do Santiago Bernabéu até à chegada de Mourinho. Aplaudido pelos seus compatriotas no aeroporto de Santiago, Pellegrini mostrou-se satisfeito e nada ressentido pelo modo como o trataram em Madrid, dizendo que sempre soube que os treinadores do Real têm uma carreira muito curta.

domingo, 30 de maio de 2010

«Faca na Liga» de 30 Mai 10

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Pedro Quintela Henriques: o melhor

A Sport TV tem o melhor comentador da TV portuguesa. Não é o melhor comentador desportivo, ou de futebol, da TV portuguesa. Nada disso. É o melhor comentador, ponto final! Refiro-me a Pedro Ricardo Quintela Henriques, de seu nome completo, para que se não confunda com um militar que apita nem com outro que há no futsal. Este fala de futebol e sabe o que diz, além de conhecer sintaxe, ser fluente, não ter conflitos com a gramática, ter experiência do que fala e ser inteligente. Recordo-me do Pedro Henriques a jogar no Benfica e no Belenenses, no Setúbal e na Académica, nunca o vi jogar no Sta. Clara e creio que não chegou a jogar no FC Porto, embora ali tenha acabado uma carreira que teve a infelicidade de coincidir com períodos menos bons das equipas que conheceu como defesa esquerdo regular e sólido que foi, tendo sido treinado, entre outros, por Manuel José e Mário Wilson, depois de ter feito a sua formação nas escolas do SLB. Bom observador, inteligente e conhecedor do futebol mundial, Pedro Henriques diferencia-se muito do que se vê na TV portuguesa. Destaque-se os comentários e análise da final da Liga dos Campeões. A par de João Vieira Pinto e Pedro Mendonça Pinto (da CNN), Pedro Henriques pertence a um grupo restrito de eleição na comunicação audiovisual desportiva de hoje, com a autoridade de experiência feita e uma excelente imagem que ajuda a valorizar o conjunto das qualidades profissionais requeridas pelo meio.

Oh Diabo! E os maravedis?!

O Sporting não vai bem. Fala muito de numerosas e valiosas contratações, mas pode estar prestes a vender o melhor jogador da equipa, o chileno Mattias Fernandez, de seu nome, embora quando chega a hora de comprar, ou compra mal ou nem isso. Veja-se o caso do Petrovic. Lá foi o Costinha negociar o Petrovic com o Partizan de Belgrado. Com um negociante de fato às riscas, é natural que os sérvios pedissem uma garantia bancária, para mais dum clube português e dirigido por um bancário! Nada dava confiança! O que estava em causa era o Petrovic e 3,5 milhões de euros. Mas o “ministro” diz: ”só em prestações suaves!”E os sérvios, franzem o nariz, mas pedem garantias bancárias. E o Sporting diz que não tem! Não me digam que é do PEC! Se o presidente não arranja uma garantia bancária de 3,5 milhões, o melhor é correr para apanhar o Salema e dar espaço para outro que disponha de acesso a maravedis. E deixar de fazer a vida negra ao Ismailovitch!

Beckham no Afeganistão

O craque inglês marido da Vitória, que joga meio ano em Milão e a outra metade em Los Angeles, foi ao Afeganistão para dar força moral às sacrificadas tropas britânicas que lá estão a aguentar os americanos no quadro da NATO. Mas a iniciativa não foi do novo primeiro-ministro Cameron, que libertou o Reino Unido dos ruinosos 13 anos de Labour iniciados pelo Tony Blair e encerrados por um desajeitado Gordon Brown. Pois David Beckham lá andou a brincar com equipamento de guerra, animou os rapazes e regressou, não vá Fábio Capello precisar de alguma coisa.

Eu não disse que era o Villas Boas?

Em Fevereiro passado, o “Faca Na Liga” anunciava que André Villas Boas, recém chegado treinador da Académica depois de abandonar Mourinho para fazer uma carreira a solo, seria o substituto de Jesualdo Ferreira. no F C Porto. Como calculam, o mais amável que me chamaram foi maluco, mas logo partiram para a espiral de verdadeira loucura, a do Sporting, que teve vários substitutos para o “Bento Forever”, como devem estar recordados. Mas isto de ter razão antes de tempo é uma gaita! E vá de inventarem treinadores em série para o Dragão, de diversas procedências. E o Sporting lá andou a fazer de conta até chegar a Guimarães. Pois agora vejam lá quem vai para o Dragão.Assoem-se a esse guardanapo! Eu não dizia!??

Ribéry no Bayern até 2015

Ribéry, o estonteante extremo esquerdo francês do Bayern de Munique, que não jogou a final da Champions de Madrid por estar castigado, assinou a extensão do seu contrato com o clube bávaro treinado por Van Gaal até 2015.Com uma carreira excelente desde que o treinador holandês assumiu o comando da equipa de futebol do clube presidido pelo sucessor do “Kaiser” Franz Beckenbauer, Karl Heinz Rummennigge, o francês foi envolvido num especulativo escândalo sexual por eventualmente ter utilizado os serviços sexuais duma alegada menor quando frequentava uma discoteca de Paris onde se reuniam jogadores da selecção tricolor. Vejam lá se quem percebe de futebol se preocupa com esses pormenores!